O Supremo Tribunal Federal (STF) votará nesta quarta-feira (26) se julgará o ex-presidente Jair Bolsonaro, acusado de tentativa de golpe de Estado após sua derrota eleitoral em 2022.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) acusa o ex-presidente de extrema direita de liderar uma organização criminosa que buscava impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva por meio de um golpe de Estado.
Bolsonaro, 70 anos, foi acusado formalmente em fevereiro por “golpe de Estado”, “tentativa de abolição violenta do Estado democrático de direito” e “organização criminosa armada”, entre outros crimes.
As acusações podem render uma pena acumulada de cerca de 40 anos de prisão.
Em um país ainda marcado pela memória da última ditadura militar (1964-1985), um julgamento contra o ex-presidente, que se declara um nostálgico daquele período, seria histórico.
O suposto plano incluía medidas como a elaboração de um decreto para justificar um “estado de defesa” e, potencialmente, o assassinato de Lula e do juiz Alexandre de Moraes.
O complô não teria sido consumado por falta de apoio dos principais comandantes do Exército, segundo a denúncia.
A investigação também vincula Bolsonaro aos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, quando milhares de seus apoiadores invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes em Brasília, uma semana após a posse de Lula.
O líder da oposição brasileira e um dos principais nomes da onda mundial de extrema direita alega inocência.
A decisão está nas mãos da Primeira Turma do STF, integrada por cinco dos 11 ministros da corte, entre eles Alexandre de Moraes, considerado um inimigo político pelo bolsonarismo. AFP